Somos construtos dos nossos próprios signos. Internalizamos um mundo de significados e significações. Somos de todo palavra, visões sintático-semântica sobre tudo, sobretudo, sobre o outro.
Pospomos palavra, antepomos nossas variações para todos os lados.
Se avaliarmos bem, a palavra, vocábulo, é um tipo de força, interior e exterior, se faz defesa ou em contrapartida fere algo ou alguém. A palavra é uma arma sem categoria.
A palavra tem em si uma força que é passada de geração a geração, veicula ideias, sentimentos etc.
A palavra é a única força que consegue enfrentar a força humana. Aquilo que chama força da carne, a humana, é momentânea. sutilmente instantânea. Essa fica por alto e depois passa, mas a palavra ainda que jogada ao vento, fica. A força humana não muda muito, ela só impõe braveza. Mas, a força da palavra, é imergida em pensamentos que logicamente são formuladas pelo intelecto, usada bem ou mal, ela traz o poder de mudar o futuro, e o futuro é inerente a palavra, que capacita a mudança de um futuro.
A palavra uma vez dita, só pode ser mudada por outras palavras. Não há armas ou forças que a supere. Ela mesma é o próprio combate. É a cura, o veneno, o espinho, a doçura, a solução.
A palavra é o hoje que faz o amanhã.
Ainda não achei nada que pudesse possuir tanta força, tanta beleza, tanta dor.
Acho que por ser tão misteriosa e transparente,
Amo a palavra.
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